Análise da Paisagem

Aula 02 - Evolução do Conceito de Paisagem e Distinções Operacionais
Curso de Geografia

Luiz Diego Vidal Santos

Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)

2026-02-25

Visão Geral da Aula

Tópicos

  • 1 Retomada e discussão da leitura (Bertrand, 1971)
  • 2 Da Landschaft ao geossistema
  • 3 A paisagem em diferentes tradições do séc. XX
  • 4 A contribuição brasileira: Ab’Sáber e Monteiro
  • 5 Paisagem em Milton Santos
  • 6 Distinções operacionais para a disciplina
  • 7 Paisagem como síntese: definição de trabalho

Objetivo da Aula

Compreender a evolução histórica do conceito de paisagem na Geografia, desde a Landschaft alemã até as formulações contemporâneas, estabelecendo distinções operacionais que orientarão o trabalho ao longo da disciplina.

1 - DISCUSSÃO DA LEITURA

Bertrand (1971): pontos-chave

Fichamento coletivo

“A paisagem não é a simples adição de elementos geográficos disparatados - é, em uma determinada porção do espaço, o resultado da combinação dinâmica, portanto instável, de elementos físicos, biológicos e antrópicos.” - Bertrand, 1971

Contribuição central:

  • Paisagem como combinação dinâmica
  • Três componentes: potencial ecológico + exploração biológica + ação antrópica
  • Hierarquia escalar: zona → domínio → região natural → geossistema → geofácies → geótopo

Questões para discussão

  1. Bertrand afirma que a paisagem é “instável”. O que isso significa em termos práticos para a análise?

  2. Qual a diferença entre a paisagem de Bertrand e a paisagem “cenário” do senso comum?

  3. A classificação hierárquica (geossistema-geofácies-geótopo) é uma proposta universal ou contextual? Ela funciona para a caatinga baiana?

  4. Bertrand escreveu em 1968/1971. O que mudou desde então no modo de estudar paisagem?

2 - DA LANDSCHAFT AO GEOSSISTEMA

Linha do tempo conceitual

Período Autor/Escola Conceito-chave
1807-1859 Humboldt Landschaft = fisionomia regional; totalidade perceptível
1913 Passarge Landschaftskunde = ciência da paisagem; tipologias regionais
1939 Carl Troll Ecologia da paisagem - fotointerpretação aérea + ecologia
1960s Sochava (URSS) Geossistema - sistema aberto: fluxos de energia/matéria
1968 Bertrand (França) Geossistema como unidade de análise; classificação hierárquica
1986 Forman & Godron Landscape Ecology - padrão, processo, escala
1990s Naveh & Lieberman Paisagem total (Total Human Ecosystem)
2000s-hoje Abordagens integradoras Serviços ecossistêmicos, métricas, modelagem, SIG

A trajetória mostra um movimento gradual: de descrição visualclassificação regionalanálise sistêmicaquantificação e modelagem.

Alexander von Humboldt e a Landschaft

A paisagem como totalidade

Humboldt viajou pela América do Sul (1799-1804) e propôs:

  • A paisagem como fisionomia de uma região
  • Resultado da interação entre clima, relevo, vegetação e cultura
  • Método: observação direta, desenho, comparação

Contribuições duradouras

  • Perfis de vegetação por altitude (zonação altitudinal)
  • Isotermas - visualização de padrões climáticos
  • Paisagem como totalidade - não uma soma, mas uma combinação

Legado para a disciplina

O que herdamos de Humboldt:

  1. A paisagem é mais que cenário - é objeto de análise científica
  2. A compreensão exige integração de componentes
  3. A representação (mapas, perfis, desenhos) é ferramenta essencial
  4. A comparação entre paisagens revela padrões

“A natureza é uma teia viva, na qual nada existe isolado.” - Humboldt

O espírito humboldtiano permanece no cerne da análise da paisagem.

Carl Troll e a Ecologia da Paisagem

O nascimento de uma disciplina (1939)

Carl Troll cunhou o termo Landschaftsökologie (Ecologia da Paisagem) ao combinar:

  • Fotografia aérea (visão sinóptica do território)
  • Ecologia (relações entre organismos e ambiente)

Proposta

A paisagem é um mosaico de ecótopos onde:

  • Cada ecótopo tem composição e funcionalidade próprias
  • As relações entre ecótopos definem a dinâmica da paisagem
  • A escala de observação condiciona o que se percebe

Inovações de Troll

  1. Visão aérea como ferramenta analítica - antecipa o sensoriamento remoto
  2. Ecótopo como unidade elementar da paisagem
  3. Relações horizontais (entre unidades) são tão importantes quanto as verticais (dentro de uma unidade)
  4. A paisagem é funcional - não apenas descritiva

“A ecologia da paisagem estuda a estrutura, a função e as mudanças do mosaico de ecossistemas em escala paisagística.” - Troll

O geossistema: Sochava e Bertrand

Sochava (1963) - abordagem soviética

  • Paisagem como sistema aberto: entradas e saídas de energia e matéria
  • Geossistema = unidade de estudo que integra geomorfologia, clima, hidrologia, vegetação, solos
  • Enfoque nos fluxos e nas transformações (dinâmica)

Bertrand (1968) - abordagem francesa

  • Adota o geossistema, mas propõe classificação hierárquica
  • Geossistema = unidade de análise prática (escala entre região e geótopo)
  • Três componentes integrados: potencial ecológico + exploração biológica + ação antrópica

A hierarquia de Bertrand

Nível Escala aprox. Exemplo
Zona \(10^7\) km² Zona intertropical
Domínio \(10^5\)-\(10^6\) km² Domínio da Caatinga
Região natural \(10^3\)-\(10^4\) km² Depressão Sertaneja
Geossistema \(10^1\)-\(10^2\) km² Vale do Jacuípe
Geofácies \(10^{-1}\)-\(10^0\) km² Encosta com vegetação secundária
Geótopo \(< 10^{-1}\) km² Afloramento rochoso pontual

O geossistema é a escala operacional para diagnóstico territorial.

3 - A PAISAGEM NO SÉCULO XX: TRADIÇÕES

Tradição alemã: da morfologia à funcionalidade

Características

  • Ênfase na forma da paisagem (Gestalt)
  • Paisagem como unidade fisiográfica regional
  • Classificação e mapeamento de tipos de paisagem
  • Forte vínculo com geomorfologia e climatologia

Representantes

  • Siegfried Passarge - tipologias paisagísticas
  • Carl Troll - ecologia da paisagem
  • Ernst Neef - cartografia de paisagens
  • Josef Schmithüsen - biogeografia e paisagem

Contribuição

A tradição alemã ofereceu:

  1. O vocabulário fundador (Landschaft, Landschaftsökologie)
  2. A ideia de que paisagens podem ser classificadas e mapeadas
  3. O princípio de que a paisagem tem uma estrutura reconhecível
  4. A preocupação com a integração entre componentes

Limitação: tendência a priorizar componentes naturais em detrimento da ação humana.

Tradição francesa: paisagem e sociedade

Características

  • Paisagem como expressão material das relações sociedade-natureza
  • Forte influência de Vidal de la Blache (gêneros de vida)
  • A paisagem reflete modos de produção, ocupação e cultura
  • Evolução para o geossistema (Bertrand) e a trilogia GTP (Geossistema-Território-Paisagem)

Representantes

  • Paul Vidal de la Blache - gêneros de vida, paisagem regional
  • Georges Bertrand - geossistema, GTP
  • Jean Tricart - ecodinâmica, fragilidade ambiental
  • Augustin Berque - paisagem e cultura, médiance

A trilogia GTP (Bertrand, 2000s)

Bertrand, em revisão posterior, propôs três entradas complementares para a análise:

Entrada Foco
Geossistema Funcionamento biofísico (fonte → recurso)
Território Gestão e uso (recurso → política)
Paisagem Percepção e representação (identidade → valor)

Nenhuma entrada sozinha é suficiente. A análise completa articula as três.

A paisagem, para Bertrand, deixou de ser apenas a estrutura biofísica - incorporou a percepção social.

Tradição anglo-saxônica: padrão e processo

Características

  • Ênfase na quantificação e na modelagem
  • Paisagem como mosaico espacial analisável por métricas
  • Forte vínculo com ecologia de populações e biogeografia de ilhas
  • Avanço computacional: SIG, sensoriamento remoto, FRAGSTATS

Representantes

  • Richard Forman & Michel Godron (1986) - Landscape Ecology
  • Monica Turner - dinâmica de paisagens, perturbação
  • Kevin McGarigal - métricas de paisagem (FRAGSTATS)
  • Zev Naveh - paisagem total, complexidade

Modelo matriz-mancha-corredor

Forman & Godron (1986) propuseram que toda paisagem pode ser decomposta em:

  • Matriz - elemento dominante (ex.: pastagem)
  • Manchas - unidades discretas (ex.: fragmentos florestais)
  • Corredores - conexões lineares (ex.: matas ciliares)

Esse modelo é simples, visual e operacional - por isso dominou a ecologia da paisagem aplicada nas últimas décadas.

Será aprofundado na Aula 04.

Tradição humanista/cultural

Características

  • Paisagem como construção cultural e percepção
  • Não apenas o que se vê, mas como e por que se vê
  • A paisagem é vivida, significada e disputada
  • Rejeição a abordagens exclusivamente quantitativas

Representantes

  • Carl Sauer (1925) - morfologia da paisagem cultural
  • Denis Cosgrove - paisagem como forma simbólica de poder
  • Yi-Fu Tuan - topofilia e experiência do lugar
  • Augustin Berque - médiance, paisagem como relação

O que essa tradição acrescenta?

  1. A paisagem nunca é “neutra” - reflete valores, conflitos e desigualdades
  2. A mesma paisagem pode ser percebida de formas radicalmente diferentes
  3. A análise técnica não substitui a experiência vivida
  4. Paisagem como patrimônio - Convenção Europeia da Paisagem (2000)

“A paisagem é a porção da Terra que é compreendida pelo olhar.” - Berque

Nesta disciplina, a dimensão cultural/perceptiva será mobilizada quando pertinente, mas o foco será nas dimensões estrutural, funcional e dinâmica.

4 - A CONTRIBUIÇÃO BRASILEIRA

Ab’Sáber: domínios morfoclimáticos

Aziz Ab’Sáber (1924-2012)

  • Um dos maiores geógrafos brasileiros
  • Propôs os domínios morfoclimáticos do Brasil (1967/2003)
  • A paisagem como resultado da interação entre relevo, clima, vegetação e solos em escala regional

Os seis domínios

  1. Amazônico (terras baixas, equatorial úmido)
  2. Cerrado (chapadões, tropical sazonal)
  3. Mares de morros (Mata Atlântica, relevo mamelonado)
  4. Caatingas (depressões interplanálticas, semiárido)
  5. Araucárias (planalto meridional, subtropical)
  6. Pradarias (campanha gaúcha, campos)

Legado para análise da paisagem

  1. Paisagem como totalidade regional - integra clima, relevo, vegetação, solos
  2. Faixas de transição - os domínios não são “caixas fechadas”; entre eles há zonas de transição (ecótonos) com mosaicos complexos
  3. Abordagem processual - a paisagem atual é herança de processos geomorfológicos e climáticos passados
  4. Diagnóstico - Ab’Sáber usou a compreensão da paisagem para propor zoneamentos e identificar fragilidades

Feira de Santana situa-se na transição entre o Domínio da Caatinga e o Domínio da Mata Atlântica - um mosaico particularmente complexo.

Carlos Augusto de F. Monteiro: a análise integrada

Monteiro (1927-2015)

  • Geossistema adaptado ao contexto brasileiro
  • Proposta de análise integrada da paisagem por meio de:
    • Estrutura (componentes e arranjo)
    • Processos (dinâmica, fluxos)
    • Ação humana (uso, transformação)

Método

  • Cartografia de síntese: mapas que integram múltiplas variáveis
  • “A paisagem é a melhor expressão de síntese que o geógrafo pode oferecer”
  • Enfoque na qualidade ambiental como critério diagnóstico

Contribuição principal

Monteiro sistematizou a ideia de que a análise da paisagem brasileira exige:

  1. Considerar a diversidade de escalas (continental → local)
  2. Articular componentes naturais e antrópicos sem hierarquizá-los a priori
  3. Produzir sínteses cartográficas que permitam diagnóstico e intervenção
  4. Reconhecer a dinâmica - paisagens brasileiras estão em rápida transformação

“Fazer a análise da paisagem é, ao mesmo tempo, um exercício de síntese.” - Monteiro

Milton Santos: paisagem e espaço geográfico

A paisagem em Santos (1926-2001)

Para Milton Santos, paisagem e espaço não são sinônimos:

“A paisagem é o conjunto de formas que, num dado momento, exprimem as heranças que representam as sucessivas relações localizadas entre homem e natureza.” - Santos, 1996

Distinções fundamentais

  • Paisagem = forma, aparência, materialidade visível
  • Espaço geográfico = forma + conteúdo (relações sociais, técnicas, normas)
  • A paisagem é transtemporal - acumula tempos diferentes
  • O espaço é atual - é o presente vivido

Implicações para a análise

  1. A paisagem é acumulação de tempos - camadas históricas sobrepostas
  2. Analisar a paisagem é ler as heranças inscritas no espaço
  3. A paisagem não explica tudo - é preciso ir além da forma para compreender os processos
  4. A relação entre forma e função muda conforme o período técnico

Exemplo

Uma fazenda de café abandonada no vale do Paraíba: a paisagem (ruínas, pastagem degradada, erosão) revela processos históricos (ciclo do café, êxodo rural, degradação ambiental) que só se compreendem articulando forma e conteúdo.

5 - DISTINÇÕES OPERACIONAIS

Paisagem: o que é e o que não é (para esta disciplina)

Paisagem É

  • Mosaico heterogêneo de coberturas e usos
  • Resultado da interação entre componentes físicos, bióticos e antrópicos
  • Multiescalar - existe em várias escalas de análise
  • Dinâmica - muda no tempo
  • Analisável - com métodos qualitativos e quantitativos
  • Material - tem expressão espacial concreta

Paisagem NÃO É (operacionalmente)

  • ❌ Apenas cenário visual ou “vista bonita”
  • ❌ Sinônimo de “meio ambiente” ou “natureza”
  • ❌ Reduzível a um único componente (só relevo, só vegetação)
  • ❌ Estática ou imutável
  • ❌ Exclusivamente natural ou exclusivamente cultural
  • ❌ Sinônimo de “espaço geográfico” ou “território”

Essas distinções são operacionais - servem para orientar nossa análise. Não negam outras formas válidas de pensar a paisagem.

Recapitulando as categorias

Pergunta Paisagem Espaço Território Ambiente
O que se vê? ✅ Forma e arranjo - - -
O que se analisa? Estrutura + função + dinâmica Produção social Poder e controle Interação sociedade-natureza
Com que métodos? Cartografia, SR, métricas, campo Teoria social Análise política Avaliação de impacto
Para que serve? Diagnóstico territorial integrado Compreensão da totalidade Gestão e governança Sustentabilidade

Na Análise da Paisagem, privilegiamos a materialidade espacial (o que se vê e se mede), articulada com processos e dinâmicas. As outras categorias entrarão como apoio quando necessário.

6 - DEFINIÇÃO DE TRABALHO

Nossa definição operacional

Paisagem - definição de trabalho para a disciplina

Paisagem é a expressão espacial observável e analisável da interação entre componentes abióticos (relevo, clima, hidrografia, solos), bióticos (vegetação, fauna) e socioespaciais (uso da terra, ocupação, infraestrutura, atividades econômicas) em um determinado recorte espaço-temporal, configurando um mosaico heterogêneo cuja estrutura, funcionamento e dinâmica podem ser descritos, cartografados, mensurados e interpretados para fins de diagnóstico, planejamento e gestão territorial.

Elementos-chave

Elemento Significado
Expressão espacial Tem materialidade - pode ser mapeada e medida
Interação Não é soma de partes, mas resultado de relações
Recorte espaço-temporal Depende da escala e do momento
Mosaico heterogêneo É composto por unidades diferentes articuladas
Estrutura-função-dinâmica Três dimensões articuladas de análise
Diagnóstico e planejamento Finalidade aplicada

7 - ATIVIDADE PRÁTICA

Exercício: leitura comparativa de paisagens

Proposta (em duplas, 20 min)

Serão projetadas 3 imagens de paisagens brasileiras (Google Earth / MapBiomas):

  1. Paisagem A - Planície amazônica (densa, contínua, fluvial)
  2. Paisagem B - Cerrado fragmentado (mosaico agro-cerrado)
  3. Paisagem C - Perímetro urbano de cidade média (Feira de Santana)

Para cada paisagem, identifique:

  • Componentes visíveis (abióticos, bióticos, antrópicos)
  • Tipo de mosaico (contínuo, fragmentado, misto)
  • Uma pergunta analítica que você faria como geógrafo(a)
  • Qual tradição teórica (das vistas hoje) melhor se aplicaria

Socialização (15 min)

Cada dupla apresenta uma paisagem (3 min).

Objetivo

  • Exercitar a leitura dirigida da paisagem
  • Conectar os conceitos teóricos da aula com situações reais
  • Praticar a formulação de perguntas analíticas
  • Perceber que a tradição teórica condiciona o que se observa e se pergunta

“Não vemos a paisagem - vemos através das lentes que aprendemos a usar.”

Para a próxima aula

Leitura obrigatória

  • METZGER, J. P. (2001). O que é ecologia de paisagens? Biota Neotropica, v. 1, n. 1-2.

Leitura complementar

  • FORMAN, R. T. T.; GODRON, M. (1986). Landscape Ecology, Cap. 1 (Landscapes and landscape ecology).

Fichamento (avaliação contínua)

Fichamento do artigo de Metzger (2001), destacando:

  • Definição de ecologia da paisagem
  • Diferença entre abordagem geográfica e ecológica
  • Conceitos de estrutura, função e dinâmica

Na próxima aula (Aula 03)

Entraremos nas abordagens integradoras:

  • Geossistema como modelo de análise
  • Integração físico-biótica e socioespacial
  • Como operacionalizar a “análise integrada” na prática

E na Aula 04:

  • Ecologia da paisagem - o modelo matriz-mancha-corredor
  • Conectividade, permeabilidade e implicações para diagnóstico territorial

Traga o fichamento de Metzger - será base para a discussão.

Síntese da Aula 02

O que vimos hoje

  1. Bertrand (1971) - paisagem como combinação dinâmica; geossistema e hierarquia escalar
  2. Linha do tempo - de Humboldt (1807) à ecologia da paisagem contemporânea
  3. Carl Troll - ecologia da paisagem, fotointerpretação, ecótopos
  4. Geossistema (Sochava/Bertrand) - sistema aberto, fluxos, classificação hierárquica
  5. Tradições geográficas - alemã (forma), francesa (sociedade-natureza), anglo-saxônica (padrão-processo), humanista (percepção)
  6. Contribuição brasileira - Ab’Sáber (domínios), Monteiro (síntese integrada), Santos (paisagem como forma + herança)
  7. Distinções operacionais - paisagem ≠ espaço ≠ território ≠ ambiente
  8. Definição de trabalho - paisagem como mosaico heterogêneo analisável para diagnóstico e planejamento

Obrigado!

Luiz Diego Vidal Santos

Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)

Análise da Paisagem - Aula 02